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Assim como acontece com os humanos, o acúmulo de gases nos cães é resultado do ar que entra durante a alimentação ou da digestão de determinados alimentos. Embora seja algo natural, alguns hábitos e condições podem aumentar a produção desses gases, causando desconforto e até dor abdominal.
As causas mais comuns incluem:
Se o cachorro apresenta inchaço na barriga, dor ao toque, vômitos ou falta de apetite, é importante buscar ajuda veterinária. Em alguns casos, o quadro pode estar relacionado a condições mais sérias, como torção gástrica ou infecção intestinal.
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Embora o mau cheiro e o barulho sejam incômodos, o cachorro com gases normalmente não tem um problema grave. No entanto, é essencial observar outros sinais que podem indicar que algo está errado com o sistema digestivo do seu pet.
Fique atento se o cão apresentar:
Esses sintomas podem estar relacionados a problemas gástricos ou intestinais mais sérios, como gastrite, inflamação intestinal ou até torção gástrica — uma condição emergencial que pode colocar a vida do animal em risco.
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Se o veterinário já descartou qualquer problema grave, é possível ajudar seu cachorro com gases a se sentir melhor adotando alguns cuidados práticos no dia a dia. Veja as principais dicas:
As rações “premium” e “super premium” contêm ingredientes mais fáceis de digerir e menos aditivos; por isso, ajudam a reduzir a fermentação intestinal e, consequentemente, os gases. Além disso, é importante evitar alimentos com excesso de corantes, farinhas ou subprodutos animais, já que esses componentes tendem a dificultar a digestão e intensificar o desconforto.
Quando precisar trocar a ração, faça isso aos poucos — misturando pequenas quantidades da nova ração à antiga durante cerca de 7 dias. Assim, o intestino do seu pet se adapta melhor, evitando gases e desconfortos.
Dividir a alimentação em duas ou três porções diárias ajuda o sistema digestivo a trabalhar de forma mais equilibrada, prevenindo o acúmulo de gases e melhorando a absorção dos nutrientes.
Passeios diários e brincadeiras são fundamentais para o bom funcionamento do intestino e ajudam na eliminação natural dos gases. Além disso, manter o cão ativo é essencial para o bem-estar geral.
Os comedouros do tipo slow feeder são ótimos aliados para cães que comem muito rápido. Eles evitam que o pet engula ar durante as refeições, reduzindo significativamente o risco de gases.
Os probióticos ajudam a equilibrar a flora intestinal e podem ser indicados pelo veterinário para cães com tendência a gases ou distúrbios digestivos.
Vermes intestinais podem interferir na digestão e causar gases, diarreia e até perda de peso. Por isso, é fundamental manter o protocolo de vermifugação regular conforme a orientação do veterinário.
Alimentos humanos, especialmente os gordurosos, temperados ou com lactose, podem causar gases e até intoxicações. Priorize sempre alimentos e petiscos próprios para cães.
Mesmo que o cachorro pareça bem, é importante realizar exames de rotina para garantir que não há nenhum distúrbio digestivo ou metabólico interferindo na saúde intestinal.
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Algumas raças apresentam maior tendência a desenvolver gases devido à anatomia ou ao metabolismo. Cães braquicefálicos, por exemplo — aqueles com focinho curto — acabam engolindo mais ar durante a alimentação.
Entre as raças mais propensas estão:
Além disso, cães de porte grande, como Labrador, Golden Retriever e Pastor Alemão, também podem apresentar gases com mais frequência, especialmente quando se alimentam rapidamente ou fazem pouca atividade física.
Um cachorro com gases pode ser algo simples de resolver, mas também pode sinalizar problemas mais sérios se o desconforto for frequente. A melhor forma de evitar esse incômodo é investir em uma alimentação equilibrada, manter a rotina de exercícios e fazer acompanhamento veterinário regular.
Se você conhece alguém que também tem um pet com esse tipo de problema, compartilhe este artigo nas redes sociais e ajude outros tutores a garantirem mais conforto e qualidade de vida para seus cães!
Gases ocasionais são normais, mas se forem muito frequentes ou acompanhados de sintomas como inchaço e falta de apetite, é importante consultar o veterinário.
Não é indicado oferecer remédios sem orientação veterinária. O uso incorreto pode mascarar sintomas e agravar o problema.
Você pode fracionar as refeições, trocar a ração por uma mais leve e estimular caminhadas diárias. Essas ações ajudam o intestino a funcionar melhor.
Sim. O metabolismo mais lento e a digestão menos eficiente nos cães idosos podem favorecer o acúmulo de gases.
Sim. Rações com baixo valor nutricional ou ricas em grãos e subprodutos podem causar fermentação intestinal, resultando em gases.
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