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Se tem uma cena comum em dias de chuva forte, é ver um cachorro com medo de trovão correndo pela casa em busca de um cantinho seguro. Alguns tremem, outros choram, e há aqueles que simplesmente não desgrudam do tutor.
Essa reação, apesar de parecer exagerada para nós, tem explicações bem claras do ponto de vista animal.
Hoje vamos entender por que os cães têm tanto medo de trovões, quais sinais eles costumam apresentar e, principalmente, como podemos ajudar nesses momentos.
O medo de trovão em cachorro é mais comum do que parece. Os sons altos e repentinos ativam o instinto de alerta do animal, já que, na natureza, barulhos assim podem significar perigo iminente.
Além disso, os cães possuem uma audição muito mais aguçada que a nossa. Se o barulho já nos assusta, imagine para eles, que percebem sons em uma frequência muito mais ampla.
Outro ponto é que muitos cães associam o trovão a outros estímulos negativos: mudanças de pressão atmosférica, raios, chuvas intensas e até ao comportamento dos próprios tutores, que ficam tensos durante tempestades.
Ou seja, quando vemos cães com medo de trovão, não é frescura, é uma resposta natural que mistura instinto, sensibilidade e experiências vividas.
Nem sempre o tutor percebe de imediato, mas existem sinais claros que indicam o desconforto do pet diante de uma tempestade. Entre os comportamentos mais comuns estão:
Cada cão reage de um jeito, mas, no geral, essas manifestações deixam claro que o animal está estressado e precisa de apoio.
Quando as nuvens começam a se formar e já dá para prever que os trovões vão chegar, alguns cuidados antecipados podem ajudar bastante.
Um esconderijo confortável é essencial para um cachorro com medo de trovão. Pode ser uma caixa de transporte com manta cobrindo, um cantinho acolchoado no quarto ou até um espaço improvisado no guarda-roupa. O importante é que o pet associe aquele lugar à segurança.
Existem playlists e áudios com sons de tempestade que podem ser usados de forma gradual, em volume baixo, para que o cão vá se acostumando. Esse processo, conhecido como dessensibilização, deve ser feito aos poucos, sempre com reforços positivos como petiscos ou brinquedos.
Antes mesmo do primeiro trovão, já deixe à mão brinquedos interativos, ossinhos para roer ou jogos de enriquecimento ambiental. Eles ajudam a desviar a atenção do barulho externo.
Quando o barulho realmente começa, o tutor precisa estar atento e agir de forma acolhedora.
Os cães percebem o estado emocional do tutor. Se você demonstra medo ou ansiedade, isso pode reforçar a sensação de perigo. Portanto, respire fundo e mantenha uma postura tranquila.
Muitos cães buscam o colo ou a proximidade com o dono nesses momentos. Se o seu pet procura carinho, ofereça. Mas se ele preferir se esconder, respeite esse comportamento. O importante é não forçar nenhum tipo de contato.
Brincar com um brinquedo favorito, oferecer um petisco ou até ligar uma música suave podem ajudar a distrair. O objetivo é substituir a lembrança ruim do trovão por experiências prazerosas.
Fechar cortinas, ligar a TV ou até um ventilador pode ajudar a abafar os ruídos e os flashes de raios, diminuindo a intensidade dos estímulos que assustam o pet.
Tão importante quanto saber o que fazer, é entender o que não se deve fazer nessas situações.
Se o medo de trovão no cachorro for muito intenso, a ponto de comprometer a qualidade de vida, vale buscar orientação de um veterinário ou adestrador especializado em comportamento animal.
Em alguns casos, podem ser recomendados suplementos calmantes ou até tratamentos específicos para ansiedade.
Um cachorro com medo de trovão não é um animal mimado, mas sim um ser sensível que reage a estímulos que fogem do seu controle.
Entender esse comportamento, oferecer acolhimento e evitar atitudes que pioram a situação é a melhor forma de garantir bem-estar e fortalecer o vínculo entre tutor e pet.
Com paciência e carinho, é possível ajudar os cães com medo de trovão a se sentirem mais seguros. E, em casos mais severos, contar com a orientação de um profissional é sempre a melhor escolha.
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